terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem era a Condessa de Barral?


A condessa já em idade avançada

Luísa Margarida de Barros Portugal, nasceu em Salvador, Bahia a 13 de abril de 1816. Filha de Domingos Borges de Barros , o Visconde de Pedra Branca, ilustre diplomata e poeta e de sua esposa Maria do Carmo Gouveia Portugal. Desde cedo, ela passou a viver com a família entre a França e o Brasil. De seu pai herdou a cultura, as maneiras francas e agradáveis, a firmeza de caráter, o gênio romântico e bucólico e a sensibilidade dos sentimentos. (Cartas as Suas Majestades, Conselho Federal de Cultura, 1977, p.12)
Em 1856 foi convidada para ser a preceptora da Princesa Imperial D. Isabel e sua irmã a Princesa D. Leopoldina, convite transmitido pelo Mordomo da Casa Imperial Barbosa da Silva, em nome do Imperador D. Pedro II. (Cartas as Suas Majestades, Conselho Federal de Cultura, 1977, p.12)
Após essa época, casa-se com o Visconde Eugênio de Barral e passou a residir por um longo período no Engenho São João. O antigo Engenho São João era localizado no atual Município de São Sebastião do Passé e pertencia ao Visconde de Pedra Branca, (Domingos Borges de Barros), personalidade de grande importância na vida da Província, relevada de forma incontestável quando representou o Brasil como Deputado nas Côrtes de Lisboa. (MATOS,1975, p. 41).
A Condessa de Pedra Branca e Barral, conservou em relação aos negros, a mesma generosidade e compreensão paterna, permitindo após o falecimento do esposo, em 1868, a libertação dos filhos das suas escravas, para em 1880 alforriá-las totalmente. (MATOS,1975, p.41).  Barral era uma liberal moderada e defendia a abolição, apesar, de não se hesitar em mandar punir seus escravos quando necessário, registrados em seu diário.
“Roubaram os patos e o óleo de mamona: Ignácia   chicoteada quinze vezes”. (VEJA, ed. 2087).
Desprovida de orgulho, repudiava os preconceitos, irradiando simpatia em todos os ambientes, fosse entre os negros ou aristocratas da Corte. Apesar de ser preceptora da Princesa Imperial D. Isabel e sua irmã a Princesa D. Leopoldina ensinou vários escravos tanto o catecismo quando na parte educacional dos mesmo, sendo que na época não existiam escolas. A condessa testemunhou de perto alguns acontecimentos críticos da história brasileira e francesa que a tornaram uma pessoa muito culta e com uma visão esclarecida dos problemas existente naquela época. (MATOS, 1975, p. 41)
Falecera a Condessa de Barral e Pedra Branca, na Europa, aos 75 anos de idade no dia 14 de janeiro de 1891, pouco antes do falecimento do Imperador. (MATOS, 1975, p.43)


Fonte de pesquisa:
Matos, Milton dos Santos - Reconcavo; Berço dos Canaviais. Salvador, Ed. Itapoan, 1975, 64p.
Cartas as Suas Majestades, Conselho Federal de Cultura, 1977.
Alberto Cerqueira Valente – Historiador e Diretor do Departamento de Cultura do Município de São Sebastião do Passé.

Construção da Escola Reunidas Condessa de Barral


Azulejos da Escola Reunidas Condessa de Barral
 
Azulejos da Escola Reun idas Condessa de Barral
   

 






Azulejos da Escola Reunidas Condessa de Barral


A Escola Reunidas Condessa de Barral foi construída em 04 de abril de 1967, pelo então Prefeito Municipal Mário Muniz Pacheco, assim relatam os mais antigos da época ao historiador, pois não há registros ou documentos apenas uma moldura de azulejo que narra todos o fatos. Mário Muniz entregou a escola à juventude Jacuípense em forma de Homenagem a uma das filhas mais ilustre do recôncavo baiano a Condessa de Barral.

Tudo começou com o Antigo Engenho São João que se localizava no atual Município de São Sebastião do Passé, próximo ao Distrito de Jacuípe, que era de propriedade do Visconde de Pedra Branca, pai de Luiza Margarida de Barros (Condessa Barral) que herdou a bondade, generosidade e compreensão de seu pai.

Só a partir de 1996 foi que a Escola Reunida Condessa de Barral passou a conhecer, divulgar a história da mesma, pois pouco se sabia, até que então o Historiador Alberto Valente passou a pesquisar e estudar os fatos, pois o mesmo por ser morador da região (Nazaré do Jacuípe) esta escrevendo um livro que conta a história da região.

No seu contexto educacional atual, houve mudança de organização tanto organizacional quanto institucional. A escola e seus agentes educadores convivem atualmente com fatores distintos como o PPP (Projeto Político Pedagógico) que resultam do bom desempenho discente e na qualidade da educação ofertada ali, pois os dados dos resultados obtidos com simulados desenvolvidos pela SEDUC(Secretária de Educação e Cultura), mostra que houve um índice de crescimento em relação o mesmo simulado realizado no ano anterior.

As atuais demandas educacionais traçam um novo perfil do trabalho a ser desenvolvido na instituição escolar, tais como a implantação da sala de informática, requerendo uma ruptura de barreiras e limitações adequado as aulas ao material e aperfeiçoando ou seja capacitando o professor para que os mesmos possam incorporar as disciplinas e os conteúdos à tecnologia. Segundo Freire (1995, p.23), “Somos seres da transformação e não de adaptação”. Dessa forma, fica evidente na fala do autor, a necessidade da reformulação do fazer pedagógico.

 É nesse contexto que iremos estudar e conhecer um pouco sobre a Escola Reunida Condessa de Barral.

Referência Bibliográfica:

Alberto Cerqueira Valente – Historiador e Diretor do Departamento de Cultura do Município de São Sebastião do Passé.

FREIRE. Paulo. À Sombra desta Mangueira. Editora Olho D’água. SP. 1995.

MATOS, Milton Santos, Recôncavo: Berço dos Canaviais. Salvador, Ed. Itapoan, 1975